A infância triste e difícil de Arboleda, tente ver esse depoimento sem se emocionar! - Folha

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15/03/2018

A infância triste e difícil de Arboleda, tente ver esse depoimento sem se emocionar!

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O zagueiro do São Paulo Arboleda, revelou como foi sua infância, as dificuldades nas quais teve de enfrentar e todos os problemas familiares. Você torcedor Tricolor ou não, acompanhe parte do depoimento emocionante do zagueiro equatoriano e segure as lágrimas.


Pai foi embora e a mãe criou os quatro filhos: “Meu pai foi embora quando eu era bem menino. Tinha três ou quatro anos. E ele nunca voltou para casa. Foi embora com outra senhora, outra esposa, deixando minha mãe nos criando sozinha”.

“Hoje, meu irmão maior é técnico em refinaria, trabalha com mecânica industrial e fica aqui no Brasil comigo e minha esposa. Uma irmã é professora de colégio e a outra é enfermeira. Minha mãe também era enfermeira, aliás, sabe muito de medicação. Ela sempre me chamou de “morrongo”, uma forma carinhosa que uma mãe usa para chamar o filho.”



Trabalhava e dava dinheiro escondido para a mãe: “Quando era pequeno, saía para trabalhar com meus tios. Eles vendiam pastéis e tortas. Minha mãe não gostava disso, falava que não tinha necessidade. Mas eu gostava! Era um dinheiro extra para poder sair e tomar um sorvete com uma amiga, encontrar os amigos. Metade era de minha mãe, metade era minha para jogar bola e me divertir um pouco. Isso me ensinou muitas, muitas coisas”.

“Só que eu tinha que trabalhar escondido. E, quando voltava, minha mãe já estava dormindo e eu aproveitava para colocar dinheiro na carteira dela, embaixo do colchão. Ela não sabia de quem era o dinheiro. E eu sempre negava saber de algo”.

Pai voltou, quis dinheiro e ele teve de levá-lo ao rehab: “Assim que me tornei profissional, meu pai reapareceu. Curioso, não? Apareceu para tentar ganhar algo, mas não! Conversei muito com minha mãe e falei: “Ele não volta mais aqui!”. Como ele fica longe mais de 20 anos e quer aparecer do nada? Não, não, aqui não iria arrumar nada.”


Pai voltou, quis dinheiro e ele teve de levá-lo ao rehab: “Ele teve muitos problemas com drogas, álcool… Então, há um ano, o ajudei levando a um centro de reabilitação. Mas ele saiu mais louco do que antes! Ele só fala de dinheiro, o tempo todo. A vida não é assim. Eu trato de ajudar, mas não dando dinheiro. Se faço isso, causo um dano muito maior a ele, não ajudo a mudar a situação. A melhor forma é ajudar na reabilitação, comprando roupa, comida, vitamina, para que possa ter mais anos de vida com saúde.”

Continuou…: “Meu sonho era ser atirador da polícia, mas quando veio a oportunidade, me abracei no futebol e enxerguei a saída dos meus problemas. Inicialmente, eu era atacante, mas logo viram que não levava jeito no ataque (risos) e me puseram na zaga. Sempre quis jogar no Brasil, foi aí então que apareceu a oportunidade do São Paulo. Fiz muitos amigos, como Rodrigo Caio, Lucas Pratto, Lugano, entre outros companheiros de equipe. Minha história foi muito difícil, mas a minha superação até hoje é incrível”, completou o zagueiro.



spfcdazoeira2017@gmail.com

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